A era do espanto

A edição de Brasileiros chega às bancas e, na nossa capa, trazemos uma entrevista com o professor de ética e filosofia política da USP, Renato Janine Ribeiro, que discute a perda do discurso ético na vida e na política. 

Em um momento conturbado do País, Janine critica o isolamento da presidenta Dilma Rousseff, o excesso de protagonismo do Judiciário e a postura da oposição: “Há toda uma crônica policial que favorece o PSDB, assim como uma mídia que é simpática aos tucanos e detesta o PT. Isso leva o PSDB a ter um projeto mais policial do que político”. Para o filósofo, a proposta de impeachment só interessa à oposição “e, talvez, a uma parte da mídia”. Seja como for, na sua opinião, o melhor seria Dilma Rousseff terminar o mandato em condições razoáveis: “Qualquer outra coisa, seria dramático”. E mais:

- Enquanto algumas regiões de São Paulo sofrem com a falta d’água, realidades distintas são observadas no interior do Estado: em Piracaia, a cerca de 100 km da capital, tanto os proprietários de mansões na beira da represa Jaguari-Jacareí como pequenos produtores rurais convivem, de diferentes formas, com a seca. Em Jundiaí, a 57 km, no entanto, jamais faltou água por causa de uma obra feita por um prefeito da década de 70;

- Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário, maior fabricante de cosméticos do Brasil, não sente os efeitos da críse hídrica no Sudeste por que os estados do Paraná e da Bahia, onde estão situadas as unidades fabris do grupo, não vêm sofrendo com a escassez. Mesmo no ano passado, ruim para os negócios, o grupo deve ter crescido de 16% a 18% e faturado R$ 9,3 bilhões;

- A escritora Ana Miranda volta às livrarias com a biografia de um velho conhecido seu: o poeta Gregório de Matos, que já aparecera como personagem no seu romance de estreia, 25 anos atrás. Musa Praguejadora conta não apenas as aventuras e desventuras do versejador, como também traça um panorama da Bahia e Portugal no século 17.

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