Consulesa francesa pede a palavra

A edição de fevereiro de Brasileiros chega às bancas no dia 18 de fevereiro e tem na capa a consulesa Alexandra Baldeh Loras. Francesa, negra, de origem islâmica, ela vive no Brasil com o marido, o cônsul-geral da França, Damien Loras, e questiona a postura do seu país depois dos ataques ao jornal Charlie Hebdo, no mês passado. “As pessoas sempre me perguntam de onde venho. Por eu ser mestiça, parece que querem me mostrar que não sou francesa. Isso é c0mplexo, porque sou francesa… Quando alguém é beliscado, sempre no mesmo lugar, em algum momento se irrita”, diz ela. Alexandra também fala sobre racismo, o papel da mídia na cobertura dos ataques e pergunta se a França realmente vive a igualdade que inspirou uma das maiores revoluções da história. E mais:

- A fotógrafa Marian Starosta conviveu com sobreviventes do campo de extermínio de Auschwitz que viajaram ao Brasil depois que a União Soviética chegou a Polônia, em janeiro de 1945. Eles contam para nós como seguiram suas vidas depois de conhecerem um dos piores episódios da história da humanidade, que finalizou seus “trabalhos” há 70 anos;

- Conversamos com o filósofo, sociólogo, cientista político e economista José Luís Fiori, que afirma que os países que se autointitulam “bolivarianos” na América Latina se aproximam muito mais do antigo projeto de estado de bem-estar social europeu do que do comunismo de Cuba. Ele também comemora a vitória do partido de esquerda Syriza na Grécia, como um contraponto às políticas austeras da zona do euro;

- No caderno Literatura!, falamos com o escritor Antonio Bivar, que está lançando o seu quarto livro de memórias e preparando um espetáculo com textos dele e do amigo José Vicente, também expoente da então chamada nova dramaturgia.

Leia. Acesse. Brasileiros, mais que informação. Reflexão.

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