Em destaque: a obra completa para quarteto de cordas de Villa-Lobos; Caetano Veloso em livro não autorizado; a autobiografia de Tavynho Bonfá; veteranos da soul music brasileira invade o palco República da Virada Cultural 2017

O maestro carioca Heitor-Villa Lobos. Foto: Reprodução / Selo Sesc

O maestro carioca Heitor-Villa Lobos. Foto: Reprodução / Selo Sesc

VILLA-LOBOS NA ÍNTEGRA
A obra completa de Heitor Villa-Lobos para quarteto de cordas (viola, violoncelo e dois violinos) acaba de ser reunida em uma caixa com seis CDs que contemplam, por meio de gravações, de 1987 a 1996, as 17 peças compostas, entre 1915 e 1957, pelo maestro carioca. Intitulada Villa-Lobos Quarteto de Cordas (Selo Sesc), a caixa, que também traz um livreto com texto crítico do professor Paulo de Tarso de Salles, reúne interpretações de dois quartetos, o Bessler-Reis, do maestro Bernardo Bessler e do violoncelista Alceu Reis, único músico a participar de todas as gravações, e o Amazônia, liderado pelo regente e spalla Cláudio Cruz. Responsável pelo registro das seis primeiras e das seis últimas peças, o Bessler-Reis retrata um período de transição de Villa-Lobos, o hiato de 21 anos entre a escrita de Quarteto n° 4, de 1917, e Quarteto n° 5, de 1938.

CAETANO PROIBIDÃO

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Neste 2017 que marca os 20 anos de lançamento do controverso Verdade Tropical, livro de memórias de Caetano Veloso que deu muito o que falar, chega às livrarias Caetano – Uma Biografia, de Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco (editora Seoman, 544 páginas). Não autorizado, portanto sem depoimentos do artista, mas beneficiado com a nova lei de biografias sancionada em 2015 pelo STF, o catatau demandou 20 anos de pesquisa e 150 conversas com 103 entrevistados, entre eles personagens fundamentais que saíram de cena ao longo das últimas duas décadas, como a matriarca do compositor baiano, Dona Canô, o mestre Dorival Caymmi, o artista gráfico Rogério Duarte, figura central na concepção teórica do Tropicalismo, e o produtor Guilherme Araújo, também essencial para o movimento. A conferir. 

VIRADA SOUL BROTHER

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Mesmo com a descentralização, um dilema para quem, por exemplo, está distante de atrações como as do Autódromo de Interlagos, a edição 2017 da Virada Cultural de São Paulo, com início às 18h do dia 20, traz boa programação musical e palcos com temática especial, caso do Soul Funk. Instalado na Praça da República, no centro, o espaço reunirá um verdadeiro quem é quem da música negra made in Brazil. A abertura fica por conta de Di Melo, pernambucano reverenciado por seu primeiro LP, de 1975, que recentemente lançou um segundo álbum. Além dele, veteranos da pesada, como Gerson King Combo (foto), Tony Tornado, o trio Azymuth, a Banda Black Rio, o “Guitarreiro” Luiz Vagner e Paulo Diniz, dois ícones dos anos 1970 que dividem o mesmo palco, garantem o clima “24 horas de baile black”.

AUTORRETRATO 

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Cultuado depois da redescoberta mundial do primeiro álbum da dupla Burnier e Cartier (Octávio Burnier e Claudio Cartier), de 1974, e também por Dança Infernal (1979), seu LP da série MPBC-Música Popular Brasileira Contemporânea, Octavio Burnier atende agora pelo codinome artístico Tavynho Bonfá (sim, ele é sobrinho de Luiz Bonfá, um dos gigantes do violão brasileiro). Compositor, cantor, instrumentista e arranjador de mão cheia, Tavynho está na reta final de uma campanha virtual para lançar sua autobiografia. Nela, pretende contar 50 anos – bem vividos – de história. Saiba como contribuir e colabore neste link

Link curto: http://brasileiros.com.br/7dAyA
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