Para professor do Departamento de História da USP, a notícia de que o presidente teria aprovado a compra do silêncio de Cunha é a mais grave da história da República sobre um chefe de Estado

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Michel Temer teria dado aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Foto: EBC

Desde que veio a tona a denúncia de que o presidente Michel Temer deu aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara dos Deputados que se encontra preso em Curitiba, o Brasil parou. Não foi por acaso. De acordo com o historiador Lincoln Secco, professor do Departamento de História da USP, a crise é sem precedentes.

Para Secco, essa notícia é a mais grave da história da República sobre um chefe de Estado: “Nem Collor nem Dilma caíram por um crime deste nível e gravado. Talvez seja comparável ao caso das cartas falsas atribuídas ao presidente Artur Bernardes na República Velha e que provocaram uma crise militar e o início do movimento tenentista. Mas elas eram falsas. Agora, quando a gravação vier a público, Temer, que já não tinha legitimidade alguma, perderá condições morais de governar”.

No site do Planalto, a agenda de Temer foi substituída por ‘despachos internos’. Ele deve fazer um pronunciamento ainda nesta quinta-feira (18). Na noite da última quarta-feira (17), o Planalto divulgou uma nota dizendo que Temer esteve com o empresário Joesley Batista, que o gravou avalizando a “compra” do silencia de Cunha, mas “jamais tentou evitar delação”.  

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