A alta velocidade é responsável por uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo o mundo, diz relatório da entidade

A alta velocidade é responsável por uma em cada três mortes por acidentes de trânsito em todo o mundo e 1,25 milhão de pessoas morrem anualmente em vias de tráfego, diz relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), Managing Speeddivulgado na sexta-feira (5). A organização recomenda velocidade de 50 km/h, ou menor, para evitar acidentes. Apesar disso, apenas 47 países em todo o mundo seguem as práticas. 

Estimativas indicam que os prejuízos trazidos por essas fatalidades custam aos países entre 3% e 5% de seu PIB (Produto Interno Bruto), além de contribuírem para levar muitas famílias à pobreza. A redução da velocidade também traz outros benefícios, como a redução da poluição sonora e do ar, diz a entidade.

De acordo com a OMS, países bem-sucedidos na redução do número de acidentes priorizaram a velocidade segura como um dos quatro componentes de suas estratégias, juntamente com a segurança das vias e dos veículos e com políticas para os usuários dessas rotas de circulação.

O documento também aponta que incidentes no trânsito continuam a ser a principal causa de morte entre os jovens com idade de 15 a 29 anos. Ainda, motoristas homens, jovens e sob influência de bebidas alcoólicas são mais propensos a estarem envolvidos em acidentes relacionados à velocidade. 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Redução da velocidade na Marginal Tietê, em São Paulo, durante a gestão do prefeito Fernando Haddad. Hoje, via local da marginal voltou a ter limite de velocidade de 60km/h. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Como gerir a velocidade?

Entre as medidas de gestão da velocidade sugeridas pela OMS, estão:

- Construir ou modificar vias para incluir recursos que moderam o tráfego, tais como rotatórias e obstáculos de velocidade;

- Estabelecer limites de velocidade adequados à função de cada via;

- Aplicar limites de velocidade por meio da utilização de controles manuais e automatizados;

- Instalar tecnologias veiculares em novos carros, como assistência de velocidade inteligente e frenagem autônoma de emergência;

- Conscientizar sobre os perigos da velocidade.

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