O advogado carioca possuía um acervo com cerca de 1500 obras, com produções de artistas consagrados como Frans Post, Portinari e Helio Oiticica

" Lá e ca", Helio Oiticica. Foto: Divulgação

” Lá e ca”, Helio Oiticica. Foto: Divulgação

Dono de um dos maiores acervos de arte do País, o colecionador Sérgio Fadel morreu na manhã desta quarta-feira (10), devido a complicações cardíacas. A coleção do advogado é composta por mais de 1.500 obras, sendo comparada, em termos de importância, as de Gilberto Chateaubriand, cujo acervo está no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio, e João Sattamini, que tem obras no Museu de Arte Contemporânea de Niteroi (MAC).

Iniciada em 1964, a coleção de Fadel abarca obras importantes da história da arte brasileira, que vão desde o século XVII, com pinturas de Frans Post, até a produção contemporânea de artistas como Beatriz Milhazes. Há ainda trabalhos importantes de Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Lygia Clark, entre outros.

As obras ocupam três apartamentos no Leme e uma casa em uma fazenda próxima ao Rio de Janeiro. Inicialmente, quando o Museu de Arte do Rio (MAR) foi concebido, o intuito era que a instituição recebesse o acervo do advogado. No entanto, a família decidiu não tornar a coleção pública. Com a morte de Fadel, não se sabe o que acontecerá com a coleção. Em entrevista ao jornal O Globo, o crítico de arte Leonel Kaz afirmou estar “preocupado com o destino do acervo”.

Em 2013, o público pode conferir um recorte expressivo do acervo do advogado na exposição A vontade construtiva na coleção Fadel, exibida no Museu de Arte do Rio e, no ano seguinte, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Ambas tiveram curadoria de Paulo Herkenhoff, que era próximo do colecionador.

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