Ativistas são acusados de incitação ao crime, incêndio e explosão

Foto: Mídia Ninja

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Os ativistas do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)  Juraci Alves dos Santos, Luciano Antonio Firmino e Ricardo Rodrigues dos Santos, detidos em manifestações no dia da Greve Geral, na última sexta-feira (28), foram transferidos do 63º DP para o Centro de Detenção Provisória Vila Independência, na Vila Prudente, na manhã desta terça-feira (2). 

A juíza Marcela Filus Coelho rejeitou o pedido dos advogados e, “em nome da ordem pública”, mantém presos os manifestantes, acusados de incitação ao crime, incêndio e explosão. Segundo o MTST, não há nenhuma prova a não ser o relato dos policiais militares.

Segundo reportagem da CartaCapital, a juíza usava uma foto de perfil do Facebook do
“pixuleco”, boneco inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usando uniforme de presidiário. Coelho apagou a sua conta pessoal da rede social. A magistrada também confirmou a participação em atos do “Vem Pra Rua” e compartilhou um post que dizia “Se Lula virar ministro, será confissão de culpa. Se prenderem Lula, será justiça. E se deixarem solto, será falta de vergonha na cara.”

Os ativistas presos participavam das paralisações e atos em Itaquera, zona leste de São Paulo, contra as reformas da Previdência e Trabalhista, propostas pelo governo do presidente Michel Temer.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ), a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) e o senador Lindbergh Farias (PT/RJ) declararam solidariedade aos manifestantes.

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