Em setembro as galerias Jaqueline Martins, Nara Roesler, Mendes Wood, Luciano Brito e Vermelho desembarcam em Los Angeles para o Proyecto L.A.

Vista da exposição_Daniel Buren_Prismas, Cores e Espelhos_Alto Relevo_Trabalhos Situados_Galeria Nara Roesler São Paulo 2017_Foto Everton Ballardin © Galeria Nara Roesler_2

Proyecto LA, Los Angeles, de 16/09 a 28/10 

Em setembro deste ano, durante o outono norte-americano, 20 galerias das Américas vão se instalar temporariamente em Los Angeles, e as paulistanas Jaqueline Martins, Luciana Brito, Mendes Wood, Nara Roesler e Vermelha estão entre elas. O projeto, chamado de Proyecto LA, coincide com a série de exposições The Pacific Standart Time:  Latin America & Latino Art in LA (LA/LA), e vai reunir o trabalho de artistas latino-americanos do início do século XX até agora.

As galerias brasileiras estão entre nomes fortes e emergentes da América Latina, como Proyectos Ultravioleta, da Guatemala, Galería OMR e joségarcía, do México, Revolver Galería, do Peru, e Henrique Faria, da Argentina.
Com duração de quase dois meses e curadoria da brasileira Luiza Teixeira de Freitas e da espanhola Claudia Segura, a mostra colaborativa de galerias também inclui um espaço desenhado pelo consagrado arquiteto mexicano Ezequiel Farca.

Para Teresa Iturralde, uma das fundadoras do projeto ao lado dos colecionadores Tracy O´Brien e Patricia Fajer, o objetivo é criar algo mais duradouro do que uma feira de arte e fazer com quem as galerias conheçam a cidade, e que os colecionadores, curadores e instituições locais também conheçam o trabalho das galerias.

As obras escolhidas pelas galerias vão ocupar um armazém de 20 mil metros quadrados sem paredes, próximo ao bairro de Chinatown. Segundo entrevista de Iturralde ao jornal Los Angeles Times, o conceito bate de frente com o muro que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer construir na fronteira com o México. Ao contrário do que propõe Trump, o projeto quer abrir as portas para um maior intercâmbio de arte contemporânea entre as Américas e fortalecer as relações dos artistas e galerias estrangeiros com a comunidade artística local. “A exposição se tornará uma plataforma de abertura e inclusão, um espaço de interação, comunicação e novas oportunidades”, afirma o comunicado oficial do projeto, que terá início no dia 16 de setembro e fica em Los Angeles até 28 de outubro.

Oliveira 17.1404 (hi-res Camerarts)

Instalação de Henrique Oliveira na galeria Van de Weghe, em Nova York, até 30/06

Uma árvore em tamanho natural, construída a partir de tapumes e cascas de árvores, ocupa até 30 de junho a galeria Van de Weghe, em Nova York. A instalação, que mais parece surgir de dentro da parede do espaço, é do brasileiro Henrique Oliveira, conhecido por suas esculturas feitas com restos de canteiro de obra, madeira, metal, espumas, galhos e o que mais o artista encontrar pelo caminho.

Para essa mostra, Oliveira criou um espaço exclusivo e todo forrado em tapume para receber um enorme tronco de árvore.
Os inúmeros ramos que se estendem pelo chão e teto são reabsorvidos pelo ambiente, em uma alusão ao ciclo da natureza e sua degradação.

Conhecido por suas obras escultóricas imponentes, que ultrapassam os limites do espaço e do óbvio e ganham formas animais e vegetais, Oliveira tem entre seus trabalhos mais conhecidos a Transarquitetônica, que ocupou em 2014 o prédio do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo com enormes túneis de tapume que, conforme percorridos, mudavam de forma e material: de tijolos e rejuntes a raízes e cascas.

I Got the Blues (2008), Sigmar Pope. Foto: Baumann Foto Studio

I Got the Blues (2008), Sigmar Pope. Foto: Baumann Foto Studio

Sigmar Polke The Editions, na galeria Me Collectors Room, Berlim, até 27/06

Sigmar Polke, talentoso artista alemão do pós-guerra, foi pintor, designer gráfico, fotógrafo e ótimo crítico de seu tempo e de si próprio. Inquieto, experimentava tanto uma linguagem pictórica limpa como gravuras mais expressivas, colagens, fotografias, múltiplos, livros, objetos. Um conjunto desse variado universo visual, entre 1963 e 2009, está reunido pela curadora brasileira Tereza de Arruda, que vive em Berlim, na mostra Sigmar Polke The Editions, na galeria Me Collectors Room, Auguststrasse, 68, Berlim. Até 27 de junho. “O universo de Polke está intimamente ligado ao tema da alquimia que se mistura à dimensão política, por meio da referência contínua do mundo contemporâneo e da história antiga”, define Arruda.

Sua trajetória se movimenta aleatoriamente entre o abstracionismo e o figurativismo, construindo assim um imaginário dinâmico. A edição completa da obra de Polke está presente com a intensiva e excessiva variação de experimentação que ele traz de sua vida pessoal e do mundo.

A Kunstraum am Limes Collection mantém algumas variações de cópias de cada edição. No entanto, Polke, muitas vezes, faz dessas gravações uma obra única. Ele foi um dos primeiros artistas a combinar fotografia, performance e instalação com a pintura.
Nos anos 1970 se notabilizou como grande artista nascido no lado Oriental, ao lado de George Baselitz e Gerhart Richter. Polke percorreu o México, a Austrália e o Paquistão, onde explorou a fotografia como complemento para sua arte.

 

 

 

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