Pela primeira vez desde 2008, a bolsa brasileira recorreu ao mecanismo de circuit breaker, que trava as negociações em caso de instabilidade no mercado

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A Bolsa brasileira recorreu ao mecanismo de circuit breaker, que trava as negociações em caso de instabilidade no mercado, pela primeira vez desde 2008, após a crise provocada por gravação em que o presidente Michel Temer sugere a compra do silêncio do ex­ deputado Eduardo Cunha, segundo informações do UOL.

Isso significa que as ações que compõem o índice Ibovespa, dos papéis mais líquidos, tiveram seus preços negociados no limite máximo de queda permitido pela Bolsa antes de interromper os negócios. O Ibovespa travou as negociações quando já caíra 10,46%, para 60.470 pontos. O limite inferior de queda do índice para acionar o mecanismo era de 60.786,225 pontos, o que significaria queda de 10% ante o fechamento de quarta, que foi de 67.540 pontos.

Os negócios são paralisados automaticamente por 30 minutos.O mecanismo também é usado em outros mercados no mundo e serve para garantir proteção à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado.

Se ao reabrir os negócios, a variação do Ibovespa atinge uma queda de 15% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, os mercados são interrompidos novamente por uma hora. Após isso, se a variação do índice atingir uma queda de 20% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, aí os mercados podem ser interrompidos por qualquer prazo definido.

As ações da Petrobras chegaram a cair 20%. O mecanismo havia sido adotado pela última vez em 22 de outubro de 2008, quando a Bolsa havia oscilado ­10,18%.

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