Dirigido por Ulysses Cruz, espetáculo propõe repetição de cenas sobre a trajetória de um casal, com pequenas e grandes variações entre cada uma delas

em cena Marília Gabriela e Caco Ciocler na peça Constelações, que tem texto de Nick Payne

Em cena – Marília Gabriela e Caco Ciocler na peça Constelações, que tem texto de Nick Payne. Foto: Miro

Existe um campo comum entre dramaturgia e ciência, e é precisamente esse o dado que Constelações nos joga. A peça do jovem britânico Nick Payne se inspira em uma teoria da física quântica, hipótese não observada na prática, mas bastante rica em sua proposição poética, de que nossas histórias possuem variações em universos paralelos. Essas variações seriam inúmeras ou até mesmo infinitas. Ou seja, você leitor, pode estar morto em outra dimensão. Mas, calma, também seria possível que estivesse tomando um drinque no Caribe.

Constelações brinca com essa possibilidade, lançando uma mesma cena diversas vezes, com pequenas ou enormes variações entre cada uma delas. Em cena há um casal. O papel feminino é vivido por Marília Gabriela, e no masculino revezam-se Caco Ciocler e Sergio Mastropasqua. O espectador acompanha a história de amor entre eles desde o início, quando se conhecem. Há versões em que o primeiro encontro segue adiante, depois eles transam, etc. E há versões da mesma cena em que nem mesmo um beijo chega a se consumar.

Com direção de Ulysses Cruz, o espetáculo ocupa uma plataforma quadrada e de superfície espelhada, suspensa por cabos e, portanto, instável. Essa plataforma se move girando em torno de seu próprio eixo, simbologia sobre um jogo de variações: um pouco à direita, ou um pouco à esquerda, e estamos em outro universo, com outras possibilidades narrativas. O espetáculo está em cartaz no Sesc Santana (sex. e sáb., às 21h; dom., às 18h) até o dia 19 de março. No dia 7 de abril, volta ao cartaz no Tuca Arena.

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