Enquanto os primeiros lançamentos do ano não chegam, artistas mostram ao público prévias de seus novos álbuns. Singles lançados recentemente dão um gostinho do que vem por aí

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O guitarrista Kiko Dinucci – integrante dos grupos Metá Metá e Passo Torto, além de ter tocado em mais de 15 obras, como A Mulher do Fim do Mundo (Elza Soares, 2015), vai lançar seu primeiro disco solo em fevereiro. Com 17 faixas, o álbum, que foi gravado no estúdio da Red Bull em São Paulo na companhia de Sérgio Machado (bateria) e Marcelo Cabral (baixo e teclado), tem colaborações de Juçara Marçal, Guilherme Held, Thiago França, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti e Rodrigo Campos. Kiko já liberou na Internet as versões das músicas No Escuro e Crack para Ninar. Os dois temas antecipam que o trabalho será uma reflexão sobre a São Paulo cinza, caótica e contemporânea tocada com as influências punk, samba e afro do guitarrista.

alafia
A big band Aláfia também gravou no Red Bull Studio em São Paulo seu terceiro disco, intitulado São Paulo Não é Sopa. O novo registro, que deve ser lançado em março deste ano, terá os bairros e regiões de São Paulo como tema. O álbum traz convidados especiais – como a dupla Assucena Assucena e Raquel Virgínia, da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, Tássia Reis e Luísa Maita – em uma ode à capital. O disco será dedicado às desventuras políticas recentes de São Paulo e o primeiro single divulgado, Liga nas de Cem, fala de exclusão, política de drogas, pobres, negros, barreiras da cidade e da visão distorcida do multiculturalismo da metrópole. O grupo, formado por 11 integrantes, utiliza instrumentos como trombone, flauta, gaita e percussão, e apresenta um conceito baseado na ancestralidade afro-brasileira, misturando rap, música de terreiro, MPB e funk. 

montanha single bike
O começo do ano trouxe também A Montanha Sagrada, primeiro single do segundo disco da banda de rock psicodélico BIKE. A música, que tem sete minutos de duração, surgiu num improviso durante um ensaio para shows do primeiro disco da BIKE, 1943. O próximo álbum, que será lançado ainda neste semestre, deve se chamar Em Busca da Viagem Eterna e foi gravado em seis dias, no Estúdio Wasabi, em São José dos Campos. Rob Grant, cujo currículo inclui trabalhos com Tame Impala e Miley Cyrus, ficou responsável pela mixagem analógica e masterização das faixas, no Poons Head Studio em Perth, na Austrália. O nome BIKE presta homenagem ao químico suíço Albert Hoffman, que em 1943 sintetizou o LSD e em sua primeira experiência com o alucinógeno saiu para dar uma volta em sua bicicleta. Além de Hoffman, Piper Gates at the of Dawn, do Pink Floyd, é referência para criações da banda, que promete novas viagens lisérgicas no novo trabalho.

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