Em única apresentação nesta sexta-feira (17), o trio recebe os guitarristas Felipe e Manoel Cordeiro, pai e filho, no palco do teatro Paulo Autran

Da esquerda, para a direita, Guilherme Kastrup, Benjamin Taubkin e Simone Sou

Da esquerda, para a direita, Guilherme Kastrup, Benjamin Taubkin e Simone Sou. Foto: Ding Musa

Lançado em 2016, o álbum Sons de Sobrevivência marca o encontro de três grandes músicos da cena paulistana: o pianista Benjamin Taubkin e os percussionistas Guilherme Kastrup e Simone Sou, que, juntos, formam a dupla Soukast. Composto de sete temas, o álbum foi editado no País pela gravadora Núcleo Contemporâneo, de Taubkin, e nos Estados Unidos por meio do selo Adventure Music, parceiro de distribuição de títulos lançados pelo Núcleo Contemporâneo. Celebrado pela crítica local e por veículos especializados da imprensa internacional, como World Music Report, All About Jazz e Jazz Weekly, em enquete da revista eletrônica inglesa The Ear – Hi-Fi Music Gear trata-se de um dos oito melhores álbuns do mundo em 2016. 

A parceria entre os três músicos, no entanto, não teve início com a feitura de Sons de Sobrevivência. Em 2012, Taubkin e o Soukast participaram de projetos especiais com a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Em 2016, o trio se apresentou na Áustria, acompanhando a Tonkünster Orchestra.  

Na noite desta sexta-feira (17), o público paulistano tem a oportunidade de conferir a alquimia sonora do trio, acrescida das guitarras – impregnadas de texturas caribenhas e do norte do País – de Manoel e Felipe Cordeiro, respectivamente pai e filho. A apresentação tem início às 21h no palco do teatro Paulo Autran, no Sesc Pompeia.

A seguir, leia depoimentos dos músicos sobre o processo criativo de Sons de Sobrevivência.

“Do encontro entre duas almas atraídas pelos tambores nasceu o SOUKAST. Duo com a minha parceira Simone Sou. Dois ‘galego-dos-zoio-azul-e-pé-preto’, como ela mesma nos apelidou um dia. Tivemos como ponto de partida o desafio de fazer música somente com nossas percuterias e samplers. Criamos um repertório e um espetáculo, nos divertimos um bocado e passamos a convidar amigos para passear e participar dessas paisagens sonoras. Até que a música nos aproximou do Benjamim, que eu já admirava de longe havia muito tempo. Sua sensibilidade deu cor e forma às harmonias e melodias que estavam implícitas nas nossas composições. As paisagens, assim, ganharam uma amplitude ainda maior e mais iluminada. Esse disco é o resultado desse encontro.”
Guilherme Kastrup

“A minha participação desde o primeiro encontro, se deu criando em cima do que eles já haviam composto. Fui imaginando harmonias e melodias, sobre as peças por eles criadas e que soam muito bem só com o duo, como vocês podem ouvir na faixa Tocador. Nas gravações, as partes acústicas foram tocadas ao vivo, no estúdio. Com as MPCs (samplers utilizados pela dupla) de cada um deles, sendo também tocadas em tempo real. E posteriormente criamos – o Gui e eu – alguns sons eletrônicos. O resultado está em Sons de Sobrevivência. Que nos permite seguir criando, trabalhando e imaginando para um tempo não tão distante, um mundo melhor.”
Benjamim Taubkin

“Subviver, sobreviver, superviver… O nosso som vive. São sons de vivências humanas, encontros e acontecimentos, sonoros movimentos. E fantasia.”
Simone Sou

Confira maiores detalhes do show no site do Sesc

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do álbum Kastrupismo, primeiro trabalho solo de Guilherme Kastrup  

Ouça, na íntegra, o álbum Sons de Sobrevivência, que está disponível no canal do Youtube de Kastrup 



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