No lugar onde estavam produções de Picasso e Matisse, são apresentados trabalhos de nomes como Zaha Hadid e Ibrahim el-Salahi

Vista da exposição. Foto: Robert Gerhardt / Cortesia MoMA

Vista da exposição. Foto: Robert Gerhardt / Cortesia MoMA

Um dos museus mais importantes dos EUA, o MoMA se juntou ao time de instituições culturais que protestaram contra as medidas do presidente recém-eleito Donald Trump. Os curadores da instituição decidiram expor obras de artistas de nações de maioria muçulmana, cujos cidadãos foram impedidos de ingressar no país.

As obras estão no quinto andar da instituição, local destinado ao acervo permanente. Pinturas de Picasso, Matisse e Picabia foram substituídas por sete trabalhos de artistas como a arquiteta iraquiana Zaha Hadid e o pintor sudanês Ibrahim el-Salahi. O museu também instalou uma escultura da iraniana Siah Armajani no salão de entrada.

Junto a cada peça, o público pode ler a seguinte frase: “Esta obra é de um artista originário de um país cujos cidadãos estão proibidos de entrar nos Estados Unidos segundo o decreto presidencial de 27 de janeiro de 2017″.

O MoMA também exibirá filmes de diretores dos países que foram afetados pelas medidas anti-imigração de Trump. Integram a  seleção o longa-metragem experimental Al-Yazerli do diretor iraquiano Kais al-Zubaidi e Stars in Broad Daylight, do sírio Oussama Mohammad.

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