O centenário de Antonio Callado e uma homenagem a João Ubaldo Ribeiro fazem parte da seleção

Antônio-Callado-1024x628

Foto: Reprodução

100 anos de Callado

Este ano é completado o centenário de nascimento do jornalista e escritor Antonio Callado, autor de obras seminais como Quarup e Reflexos do Baile. Entre os gestos comemorativos está a realização de um documentário sobre sua vida e obra, Callado, Vestígios (título provisório), de Emília Silveira, em fase de montagem, e um livro de crônicas selecionadas, organizado por sua mulher, Ana Arruda Callado, que será lançado em março pela editora Autêntica. Formado em Direito, Callado foi para a Inglaterra, em 1941, trabalhar como redator na BBC de Londres, onde permaneceu até 1947. Ao voltar para o Brasil, passou a se dedicar à literatura. Na década de 1950, escreveu o livro de reportagens Esqueleto da Lagoa Verde, peças de teatro e os seus dois primeiros romances, Assunção de Salviano, de 1954, e A Madona de Cedro, de 1957 (ao todo, foram nove romances).  Considerado um dos mais destacados romancistas latino-americanos do século XX, Callado morreu em 1997.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O sorriso do lagarto

Nos meses de fevereiro e março, o Sesc Consolação em São Paulo presta homenagem a João Ubaldo Ribeiro com uma programação que pretende  (re)aproximar o público do legado do escritor. Bate-papos, exibição de filme, oficinas e apresentação do espetáculo A Casa dos Budas Ditosos são algumas das atividades oferecidas. Além disso, será lançado o livro Ubaldo: Ficção, Confissão, Disfarce & Retrato, de Juva Batella e Chica Batella, filha do autor de Viva o Povo Brasileiro e Sargento Getúlio, entre outros.  O livro, que é ao mesmo tempo biografia e estudo literário, traz fontes originais e inéditas, cartas, e-mails e entrevistas.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Cultura livre

Um importante evento para a cultura é a entrada de autores no domínio público. Mecanismo para regular o Direito da Propriedade Intelectual, é uma maneira de legislar sobre os direitos autorais de uma obra depois que seu autor morre. Quando entra em vigor, garante que qualquer pessoa possa reproduzir e reeditar um conteúdo sem precisar pagar royalties ou pedir autorização para os detentores dos direitos. No Brasil e em países como Espanha e Reino Unido, o domínio público é válido no dia 1º de janeiro depois de 70 anos da morte do autor. Em 2017, alguns dos nomes que vão integrar a lista da cultura livre são: o poeta e dramaturgo Federico García Lorca, a escritora Gertrude Stein e um dos pais da ficção científica, H. G. Wells.

Link curto: http://brasileiros.com.br/uBVbW
Tags: , , ,