O Prefeito anunciou mudanças em sua principal promessa de campanha para a educação. Ele já tinha reconsiderado outras nas áreas de transporte e financias

João Doria venceu as eleições de São Paulo no primeiro turno. Foto: EBC

João Doria venceu as eleições de São Paulo no primeiro turno. Foto: EBC

Com três dias de mandato na prefeitura de São Paulo, João Doria (PSDB) já anunciou mudanças na principal promessa de campanha para a educação. O compromisso eleitoral de encerrar 2017 sem nenhuma criança de zero a três anos na fila de creches foi substituído pela meta numérica de 66 mil novas matrículas até dezembro.

O novo compromisso tem como base o total de crianças neste momento na fila de espera. Nas eleições, porém, o compromisso não citava números e se comprometia a chegar a 31 de dezembro sem ninguém na fila da espera, independentemente do número de interessados nas vagas. Agora, qualquer demanda acima dessas 66 mil crianças estará fora da nova promessa. 

Segundo a prefeitura, houve uma mudança no compromisso anterior, após a indicação de Alexandre Schneider para a Secretaria da Educação. Assim que indicado para o cargo, o novo secretário sinalizou a impossibilidade de zerar completamente a fila no prazo de um ano.

Além de rever essa promessa, João Doria já tinha voltado atrás sobre uma declaração a respeito do aumento de impostos na cidade. Na ocasião, ele disse que congelaria a passagem de ônibus e os tributos municipais em 2017. Mas depois, classificou como “um entendimento equivocado” a promessa de que o IPTU ficaria congelado e disse que haveria sim um aumento, mas não acima da inflação, algo em torno de 7,23%.

Já a passagem do bilhete unitário, será mantida em R$ 3,80, como prometeu Doria. Mas, a integração entre ônibus e trens vai aumentar quase R$ 1 a mais – ela passa de R$ 5,92 para R$ 6,80, um reajuste de 14,9%. Além disso, o Bilhete 24 horas e o Bilhete Mensal sofrearão aumentos também. 

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