Recém-formada em engenharia de materiais, Nadia Ayad ganhou prêmio ao apresentar projeto que usa grafeno para dispositivo de filtragem da água

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A brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), conquistou o primeiro lugar no desafio global da empresa sueca Sandvik

A competição convoca projetos que apresentem ideias sustentáveis ​que possam revolucionar as casas modernas utilizando o grafeno. Derivado do carbono, o material é 200 vezes mais resistente do que o aço, e sua espessura é menor que a de um átomo. As propriedades do composto o colocam ainda como um dos melhores condutores térmicos e elétricos do mundo.

Nadia venceu o desafio ao apresentar proposta que utiliza o grafeno para criar um dispositivo de filtragem e sistema de dessalinização para fornecer água potável para as residências. A solução, reduziria significativamente os custos de energia e a pressão sobre os atuais fornecedores com a “reciclagem de água”.

Em entrevista ao site da Sandvik, a estudante explica seu interesse pelo grafeno: “é um dos materiais mais animadores da atualidade, então eu peguei esta oportunidade para aprender mais sobre e desafiar a mim mesma para ver o quão longe eu poderia levar minha ideia. Com o aumento da urbanização, da globalização e da ameaça da mudança climática, prevê-se que quase metade do mundo viva em áreas com escassez de água, de modo que existe uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderia ser parte da solução”

Por meio do Ciência Sem Fronteiras (programa de bolsas agora interrompido para alunos da gradução), Nadia estudou durante um ano na Universidade de Manchester, Inglaterra e chegou a estagiar na Imperial College London. Ao site Estudar Fora, Nadia conta que lá ela pode trabalhar no desenvolvimento de um polímero que substituísse válvulas cardíacas.

De volta ao Brasil, a brasileira natural do Rio de Janeiro se candidatou a universidades de peso nos Estados Unidos, como o MIT e a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, para pós-graduação.

Como prêmio do “Desafio do Grafeno”, Nadia visitará a sede da Sandvik Coromant, em Sandviken, na Suécia, para se reunir com profissionais da indústria e visitar o Centro do Grafeno na Universidade Chalmers. 

Link curto: http://brasileiros.com.br/tNBml
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