Em cada edição impressa da ARTE!Brasileiros, o crítico de arte Fabio Cypriano escreve sobre a trajetória de um artista. Neste ano, Nelson Leirner, Nuno Ramos, Iran do Espírito Santo, Antonio Malta Campos e Guto Lacaz foram os escolhidos, confira abaixo

Com linhas de pesquisa e produções bastante distintas, Nelson Leirner, Nuno Ramos, Iran do Espírito Santo, Antonio Malta Campos e Guto Lacaz são artistas brasileiros consagrados, tendo exposto em algumas das maiores instituições de arte do País. As trajetórias de cada um deles foram reportadas na ARTE!Brasileiros, na seção de perfis assinada pelo crítico Fabio Cypriano em cada edição da revista. Leia abaixo e saiba um pouco mais sobre as obras politizadas de Nuno Ramos, a crítica à razão promovida por Antonio Malta Campos, o uso de objetos do cotidiano na obra de Iran do Espírito Santo, a trajetória independente de Guto Lacaz e a crítica às instituições promovida por Nelson Leirner.

O artista Nelson Leirner – Foto: Marcos Pinto

O artista Nelson Leirner – Foto: Marcos Pinto

Nelson Leirner
Na 33a edição da ARTE!Brasileiros, Cypriano escreveu sobre o artista que, ao longo de 60 anos de carreira, criou trabalhos para questionar as instituições, seja da arte, seja da política ou da religião. “Eu sempre trabalhei propondo a interatividade porque o princípio era a dessacralização da arte”, afirma o artista. Confira o perfil completo.

Nuno Ramos. Foto: Manoel Marques

Nuno Ramos. Foto: Manoel Marques

Nuno Ramos
No número 34, o escolhido foi o artista que iniciou carreira nos anos 1980 na pintura e destacou-se por criar instalações que abordam questões sociopolíticas, como no trabalho É Isto Um Homem?, baseado na obra homônima do escritor Primo Levi. “Sou muito fã desse livro porque ele apresenta um debate ético sobre os limites da vida em uma situação hedionda”, conta Ramos. Leia o texto completo.

Iran do Espírito Santo em frente à sua obra “Recuo Hexagonal” (2006). Foto: Luiza Sigulem

Iran do Espírito Santo em frente à sua obra “Recuo Hexagonal” (2006). Foto: Luiza Sigulem

Iran do Espírito Santo
Na 35a edição, foi a vez do artista paulista que busca limites de representação do real a partir das formas básicas. Em seus trabalhos, ele traz objetos cotidianos para o espaço da arte, questionando a naturalidade de sua aparência corriqueira. Em entrevista à revista, ele fala sobre a sua militâncias nas redes sociais: “Tenho vontade de fazer uma arte política, mas eu não sei como. A postura que admiro é de artistas como Barbara Kruger”, afirma. Confira mais.

Antonio Malta Campos. Foto: Luiza Sigulem

Antonio Malta Campos. Foto: Luiza Sigulem

Antonio Malta Campos
O artista paulista foi o perfilado na edição 37. Ele foi um dos fundadores do ateliê Casa 7, em 1983, junto com Carlito Carvalhosa, Paulo Monteiro, Fábio Miguez e Rodrigo Andrade. Campos, que participou da 32a Bienal de São Paulo, possui uma pesquisa plástica contínua em torno do desenho e da pintura. Ao descrever sua obra, afirma: “A lógica é não ter lógica. A proposta é não racionalizar muito, o que tem a ver com as colagens cubistas que admiro”. Leia o perfil completo.

O artista em seu ateliê. Foto: Luiza Sigulem

O artista em seu ateliê. Foto: Luiza Sigulem

Guto Lacaz
Na última edição do ano, Cypriano escreveu sobre Guto Lacaz, artista que transita entre o design gráfico, a criação com objetos do cotidiano e a exploração das possibilidades tecnológicas na arte. Aos 68 anos e com mais de 40 de carreira, ele vendeu em 2016 sua primeira obra a uma instituição de arte: a instalação Eletro Esfero Espaço, adquirida pela Pinacoteca. Lacaz, que não é representado por nenhuma galeria, ironiza: “Sou um maior abandonado”. Confira mais.

Link curto: http://brasileiros.com.br/DW4FN
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