Enquanto isso, Michele Obama se torna presidenta dos EUA após a queda de Trump, e as mulheres no Brasil assumem a maioria dos cargos políticos

Este texto faz parte do especial 2017 x 24 – visões, previsões, medos e esperanças da edição número 113 da Revista Brasileiros, onde articulistas e colaboradores foram convidados a pensarem sobre o que e o quanto podemos esperar – se é que podemos – para nosso País no próximo ano.  

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Depois de agarrar Monica Lewinsky pela vagina, Donald Trump sofreu impeachment. No rádio, é anunciada a próxima visita da presidenta americana, Michele Obama, a Moscou, para assinar o tratado de amizade com sua equivalente russa, a ex-militante feminista Olga Gousakova.

Uma forte delegação empresarial, incluindo Rose Cartridge, Deborah Sanders e Eleonor Burton – presidentes de Google, Apple e Exxon, respectivamente –, acompanha a presidenta americana em Moscou.

No Brasil, as mulheres são agora a maioria no Congresso, entre governadores e prefeitos. Após a conclusão da 126ª fase da Operação Lava Jato, a maioria dos políticos brasileiros, quase todos homens, está sendo reeducada na prisão através de meditação, um programa de comunicação não violenta e programação neurolinguística pela ioga.   

Após o Vale do Silício e Nova Délhi lançarem vários aplicativos de smartphones bem-sucedidos para o empoderamento feminino, eles viralizaram como o Pokemom Go, colocando mulheres como protagonistas e nas lideranças através da empatia e compaixão. A maior parte do mundo concordou em inverter as tendências, deixando as mulheres comandar.

Na China, a insurreição de milhares de trabalhadoras mal pagas forçou o regime a estabelecer um sistema multipartidário. A primeira eleição plural levou à vitória de uma coalizão liberal, que tomou como primeira decisão simbólica transformar 2017, o “Ano do Galo” no calendário chinês, em “Ano da Galinha”.

Na Europa, a presidenta francesa, Rokhaya Diallo, e sua equivalente alemã, Yasmin Tûrgüz, concordaram em criar um parlamento comum, onde 30% das cadeiras serão reservadas aos homens. O abono para “maridos do lar” também foi reconhecido nos dois países.

Do Vaticano, em frente a milhares de fiéis, a papisa Efigenia I elogiou essas medidas que, segundo ela, “vão ajudar a corrigir desigualdades intoleráveis baseadas no gênero”. “Homens, que são seres humanos como os outros, têm o direito à igualdade”, disse ela.

Após meses de negociações, a secretária-geral das Nações Unidas, Oprah Winfrey, conseguiu – com a presidenta da União Africana, Isabel dos Santos, e da secretária-geral da Liga Árabe, Rachida Dati – que os milhares de combatentes jihadistas presos depois da queda do Estado Islâmico possam manter suas barbas. Mas elas recusaram categoricamente ceder às outras demandas dos islâmicos e, consequentemente, eles permanecem sentenciados a assistir a três horas de programa da Xuxa por dia. Em caso de bom comportamento, no entanto, os prisioneiros ficam autorizados a assistir ao programa sem som.

Enquanto isso, a ONU decidiu acabar com a bomba nuclear e com a segurança militar para qualquer país, mesmo Israel e Palestina, considerando que não existem mais tais necessidades – já que não precisamos temer nossos vizinhos – e visando a harmonia e sustentabilidade para a humanidade. Um passaporte universal permite a qualquer um ir e vir no planeta terra. A ONU reembolsou todo o mundo, incluindo a África, com o dinheiro da corrupção e dos paraísos fiscais, ajudando os países emergentes a compartilhar seu conhecimento, cultura, medicina alternativa e comportamento sustentável para o século a serem reproduzidos e expandidos para o nosso mundo moderno.

Obrigada por aceitarem essa jornada pelos meus desejos para 2017. 

*Alexandra Baldeh Loras, ex-consulesa da França em São Paulo, empresária, consultora de empresas e escritora, é referência em diversidade e empoderamento feminino.

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