Nesta edição, perguntamos para a cineasta Marina Person quem ela colocaria em seu “altar”. A escolha da cantora e compositora foi o lendário David Bowie, que morreu em janeiro deste ano.

David Bowie, o camaleão do rock. Foto: AP Photo/Marty Lederhandler

David Bowie, o camaleão do rock. Foto: AP Photo/Marty Lederhandler

 

Todo mês convidamos uma personalidade do universo cultural para escolher algum artista ou obra que tenha sido marcante em sua vida. Nesta edição, perguntamos para Marina Person quem ela colocaria em seu “altar”.  A escolha da cineasta, atriz e apresentadora foi o lendário David Bowie, que morreu em janeiro deste ano.

“Fui uma adolescente completamente fanática pelo David Bowie; por isso, quando comecei a pensar no roteiro de Califórnia, meu primeiro longa-metragem de  ficção, para mim era muito óbvio que aquela menina que estava descobrindo a vida e passando pelas agruras da adolescência fosse também louca por ele. Bowie foi uma espécie de guia para mim, não apenas pelas músicas que compôs, mas pelo comportamento, por transcender o seu universo de popstar. Bowie se maquiava, criava figuras vindas de outros planetas, se vestia como uma mulher. Essa androginia sempre me fascinou, me inspirava uma liberdade sexual que eu queria ter na minha vida. Não por acaso, os personagens principais do filme, Estela e JM, têm um quê andrógino, e eu só fui perceber isso com o filme pronto. Percebi que a influência dele não estava apenas no nível da consciência, mas já tinha atingido camadas mais profundas. Uma das canções mais belas do Bowie também foi uma das mais difíceis de conseguir para o Califórnia. Five Years foi a última a ter os direitos autorais liberados, três semanas antes de o filme entrar em cartaz. Foi um privilégio ter tido o David Bowie como inspiração e viver na mesma época que ele.”

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