Carlos Zilio, Djanira, Lívio Abramo, Bob Wolfenson, 48ª Anual de Arte FAAP, dentre outros destaques

"Atensao", Carlos Zilio. Crédito: Leandro Carneiro

“Atensao”, Carlos Zilio. Crédito: Leandro Carneiro

Todo Ideal Nasce Vago, individual de Eloá Carvalho | Atensão , individual de Carlos Zilio | Ambas no Museu de Arte Moderna do Rio, de 3/12 a 5/3/17 

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugura duas exposições paralelas. Em Todo Ideal Nasce Vago, são apresentadas uma série de pinturas da artista Eloá Carvalho feitas a partir de sua pesquisa sobre o acervo fotográfico das exposições realizadas pelo MAM, dos anos 1950 aos dias de hoje. A curadoria é de Ivair Reinaldim, que destaca a investigação da artista sobre a história das instituições.  Já em Atensão, a instituição traz uma remontagem da histórica mostra realizada em 1976 com oito obras de Carlos Zilio, um dos mais importantes artistas da cena contemporânea brasileira. Com coordenação geral de Vanda Klabin e coordenação de montagem Jaime Vilaseca, a exposição irá ocupar exatamente o mesmo local da montagem original, no terceiro andar do Museu. 

"Aliança para o Progresso",  Samuel Szpigel

“Aliança para o Progresso”, Samuel Szpigel

Pop, Nova Figuração e Após, Ricardo Camargo Galeria, São Paulo, até 31/01/2017

A exposição reúne 58 obras dos 25 nomes que transitaram de maneira transformadora no Pop Art e a Nova Figuração ou foram além – como Mira Schendel com o desenho Símbolos, de 1974, feito em caneta hidrográfica, e Ivald Granato homenageado em um emblemático óleo de 1977. Na exposição, um dos destaques é o inédito óleo de Antonio Henrique Amaral, Banana grafite com cordas, de 1973,que sintetiza seu vigoroso repúdio ao regime militar e mantém diálogo com o objeto Catraca, de Claudio Tozzi, travada por um cadeadono ano de 1968, quando a ditadura iniciou a sua fase mais repressiva. 

"Indústria Automobilística", Djanira. Foto: Divulgação

“Indústria Automobilística”, Djanira. Foto: Divulgação

 Djanira – Cronista de ritos, pintora de costumes, individual da artista no Centro Cultural Correios, São Paulo, até 5/2/2017

A mostra reúne cerca 120 obras de uma das mais prestigiadas artistas do modernismo brasileiro, Djanira da Mota e Silva. Com técnicas de pintura variadas, desenhos e gravuras, as telas integram um acervo composto por mais de 800 obras pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes. São expostas 120 obras produzidas entre 1940 e 1970. A exposição, além de apresentar o sensível lirismo do cotidiano que permeia a obra da artista, resgata sua pintura “antropológica”, atenta ao cotidiano do povo brasileiro do labor ao lazer, passando ainda pelo sincretismo religioso –  emblemático na constituição do País.

"Hotel Mônaco Políptico", Miguel Rio Branco. Foto: Divulgação

“Hotel Mônaco Políptico”, Miguel Rio Branco. Foto: Divulgação

Realidades Imaginadas, coletiva na Galeria Arte 57, São Paulo, de 6 a 20 de dezembro e 15 a 31 de janeiro de 2017.

Com curadoria de Denise Mattar, a mostra traz obras de fotógrafos e artistas contemporâneos renomados. Reunidos por grupos temáticos, eles revelam as estratégias de aproximação, registro, construção e metamorfose da realidade, adotadas hoje pelos fotógrafos. Com obras de artistas como Miguel Rio Branco, Massimo Vitalli,  Vick Muniz, Julio Bittencourt, Bob Wolfenson e Marina Abramovic, a exposição se divide em quatro eixos: Visões do Humano, Arquitetura Urbanas, Paisagens e Performance. 

'On Ice", Vera Chaves Barcellos. Foto: Divulgação

‘On Ice”, Vera Chaves Barcellos. Foto: Divulgação

Nervo Óptico: 40 AnosCentro Cultural São Paulo, até 12/03/2017

Em Porto Alegre de meados dos anos 70, um grupo de jovens artistas apostou no uso experimental da fotografia, em proposições conceituais e na ironia como estratégia discursiva, crítica e poética. Quarenta anos depois, a Fundação Vera Chaves Barcellos inaugura no Centro Cultural São Paulo a mostra Nervo Óptico: 40 anos, que comemora o marco de quatro décadas de formação do grupo – atuante de 1976 até 1978. Com curadoria de Ana Albani de Carvalho, o público encontra trabalhos realizados por Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Alvares, Vera Chaves Barcellos e Telmo Lanes em obras de época, além de versões recentes. 

Obra de Santarosa Barreto. Foto: Divulgação

Obra de Santarosa Barreto. Foto: Divulgação

 48ª Anual de Arte FAAP, Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo, até 12/02/2017

Aguardada todos os anos por revelar novos talentos e apresentar experimentações e pesquisas pioneiras em arte contemporânea, a Anual de Arte FAAP reúne 33 trabalhos selecionados, nas mais variadas linguagens, meios e suportes, como desenho, pintura, gravura, colagem, vídeo, fotografia e objeto, além de intervenções. Para a 48ª edição, foram inscritos cerca de 150 trabalhos , dos quais 33 foram selecionados por uma comissão formada pelos professores da FAAP Edilamar Galvão, Marcos Moraes e as artistas Andrea Tavares e Regina Parra. Além de apresentar os trabalhos escolhidos, a mostra conta com uma sala especial das artistas Katia Fiera e Santarosa Barreto – que fizeram residência na Cité des Arts, em Paris.

Instalação de  Baba Jung. Foto: Divulgação

Instalação de Baba Jung. Foto: Divulgação

Metamorfose do Abandono, individual de Baba Jung na Aliança Francesa,Belo Horizonte, até 14/12

Na exposição, o artista Baba Jung, conhecido por suas pinturas em vagões de trens e fotografias sobre o universo ferroviário,  apresenta trabalhos inéditos e monta uma instalação especialmente para o espaço. Utilizando a técnica assemblagem,
Baba Jung utiliza rejeitos de demolições de casas do bairro Serra em Belo Horizonte e organiza as peças em blocos e formas e cor. O artista desenha a imagem da cidade que planejaria, reinventando os caminhos da vida, buscando os rios invisíveis que foram suplantados pelo asfalto.

"Operários", Livio Abramo. Foto: Divulgação

“Operários”, Livio Abramo. Foto: Divulgação

Lívio Abramo: insurgência e lirismo, Biblioteca Mário de Andrade, São Paulo, de 7/12 a 16/03/2017

A exposição reúne xilogravuras, litogravuras, aquarelas, grafites e nanquins, além de matrizes em madeira, que integram a produção de quase 70 anos de trabalho do gravador, ilustrador e desenhista paulista Lívio Abramo. A mostra, com curadoria assinada por Paulo Herkenhoff, destaca os territórios estéticos e conceituais do artista. A mostra objetiva rever a obra de Abramo, valorizando o artista não apenas como pioneiro da xilogravura no Brasil, mas como um artista vigoroso, que dialogou com os movimentos sociais e artísticos do século XX.

Link curto: http://brasileiros.com.br/mpNWx
Tags: , , , , ,