Rosângela Rennó, Alexandre Sequeira, Lúcia Laguna, Felipe Cohen, Pablo Accinelli, dentre outros destaques

"Per fumum", Rosângela Rennó. Crédito: Daniela Seixas

“Per fumum”, Rosângela Rennó. Crédito: Daniela Seixas


Espírito de Tudo, individual de Rosângela Rennó no Oi Futuro, Rio de Janeiro, até 29/01/2017

Com curadoria de Evangelina Seiler, a exposição apresenta seis obras de Rosângela Rennó que convidam o leitor a experimentar diferentes sensações. Desde as lanternas mágicas que abriram caminho à fotografia e flertavam com o ilusionismo de luz e sombra até a transformação radical de imagens em vídeo, pela manipulação de cor e não-cor -passando pela memória olfativa que evoca, em cada um, registros internos de variadas naturezas – a artista envolve o público em uma jornada poética, por novas formas de olhar, interpretar e reagir a variadas experiências. Na obra Turista Transcendental, por exemplo, a artista apresenta textos e vídeos da que documentam, de forma bastante peculiar, suas viagens a pontos tão distintos quanto as ilhas Reunião e Gomera.
 

Airshaft para Piranesi VI", Ana Maria Tavares. Foto: Divulgação

Airshaft para Piranesi VI”, Ana Maria Tavares. Foto: Divulgação


Coletiva 2016-2017
, Galeria Vermelho, São Paulo, de 26/11 a 21/01/2017

Em sua última exposição de 2016, a Vermelho apresenta obras de 24 artistas, buscando relações e convergências entre trabalhos que se baseiam em técnicas próprias do desenho. Participam da exposição artistas como André Komatsu, Cadu, Carla Zaccagnini, Carmela Gross, Dias & Riedweg, Dora Longo Bahia, Edgard de Souza, Gabriela Albergaria,  Lia Chaia e Rodrigo Braga e Ana Maria Tavares. Esta última apresenta a série Airshaft para Piranesi VI. Os trabalhos mostram ambientes 3D onde um espaço ficcional é construído para comentar a vida utópica e mecânica imaginada pelo modernismo

Obra que integra a série "Admissible Tension" , Gabriela Sacco. Foto: Divulgação

Obra que integra a série “Admissible Tension” , Graciela Sacco. Foto: Divulgação

Imagem- Movimentocoletiva na Zipper Galeria, São Paulo, de 29/11 até 14/01/2017

Nesta coletiva, com curadoria de Nathalia Lavigne, a noção de movimento que se faz presente mesmo na imagem estática é um tema que norteia os trabalhos dos dez artistas: Ana Vitória Mussi, André Penteado, Felipe Cama, Felipe Russo, Graciela Sacco, Iris Helena, João Castilho, Katia Maciel, Patricia Gouvêa e Ricardo van Steen. Processos de deslocamento aparecem tanto na variedade de suportes utilizados, na circulação de imagens ou na temática dessas séries, contrariando a ideia do “instante decisivo” defendida por Henri Cartier-Bresson nos anos 1950. Um dos destaques é a obra de Graciela Sacco, artista argentina que investiga a temática da imigração.

"Branca", da série "Nazaré de Mocajuba", Alexandre Sequeira. Foto: Divulgação

“Branca”, da série “Nazaré de Mocajuba”, Alexandre Sequeira. Foto: Divulgação


 Meu Mundo Teu, individual de Alexandre Sequeira | Enquanto bebo a água, a água me bebe, individual de Lúcia Laguna | Ambas no Museu de Arte do Rio, de 29/11 a 5/2/2017

O Museu de Arte do Rio inaugura simultaneamente duas exposições: Enquanto bebo a água, a água me bebe, da artista carioca Lúcia Laguna e Meu mundo teu, do fotógrafo paraense Alexandre Sequeira. As duas mostras exploram diferentes pontos de vista das práticas relacionais e colaborativas na arte em que o intangível da vivência do outro se coloca como um – talvez silencioso – convite à presença, à escuta e ao diálogo. Lucia Laguna apresenta pinturas, desenhos e mobiliário que foram elaborados com a participação de seus assistentes. Por sua vez, Alexandre Sequeira traz para o espaço uma retrospectiva com obras desenvolvidas a partir de sua relação com diferentes comunidades e pessoas.

"Landscape", Felipe Cohen. Crédito: Everton Ballardin

“Landscape”, Felipe Cohen. Crédito: Everton Ballardin

Ocidente, individual de Felipe Cohen na Galeria Millan, São Paulo, até 20/12

Em Ocidente, o artista paulistano Felipe Cohen explora o gênero da paisagem a partir de elementos próprios da geometria e da luz.  São pinturas “objetuais” que buscam uma relação entre a precisão da geometria e o forte caráter atmosférico das imagens, dado essencialmente pela escolha das cores (azul, marrom, verde, amarelo) e da perspectiva sugerida pelas diagonais dessas peças de madeira com formatos triangulares, quase lúdicas. Na série de trabalhos Luz Partida, por exemplo, Cohen pinta triângulos de madeira com medidas regulares combinando-os de forma a construir paisagens elementares constituídas, em sua maioria, por mares, montanhas, sóis e céus.

Imagem de divulgação

Imagem de divulgação

Fotografia em Foco, Galeria Mamute, Porto Alegre, até 10/02/2017

Fotografia em Foco é trata-se de um programa da Galeria de Arte Mamute com objetivo de colocar em evidência a produção contemporânea em fotografia no campo das Artes Visuais. A proposta abrange mostras e debates sobre o tema. É aberto ao público e gratuito.Para dar início ao projeto, a Galeria exibe a produção dos artistas representados, Bruno Borne, Dione Veiga Vieira, Fernanda Gassen, Hélio Fervenza Hugo Fortes, Ío, Letícia Lampert, Marília Bianchini, Patrícia Francisco e Sandra Rey, cuja pesquisa é dedicada à fotografia. Promove, também, uma série de conversas e debates sobre a arte em fotografia.

"Copos", Marília Del Vecchio. Foto: Divulgação

“Copos”, Marília Del Vecchio. Foto: Divulgação


Duas
artistas, Fragmentação, Peso e Leveza, Galeria Virgílio, São Paulo, até 19/12

Com curadoria de Rodrigo Navaes, a exposição apresenta o trabalho de duas jovens artistas visuais: Marília Del Vecchio e Manuela Costa Lima. Na mostra são enfatizados tanto os diálogos quanto as diferenças entre as produções de ambas.  Manuela Costa Lima, por exemplo, exprime a condição do trabalhador assalariado contemporâneo na série Ícones. A artista pinta cartões de pontos em dourado, evocando em desenhos motivos espirituais e religiosos, presentes na história da arte no período bizantino em diante. Por seu turno, Marília Del Vecchio, revela a sua poética, a partir da utilização dos cacos de vidros dos famosos copos americanos, criados por Nadir Figueiredo, em 1947, e tão presentes no imaginário e cotidiano da vida brasileira. 

"Paciência", Pablo Accinelli. Foto: Divulgação

“Paciência”, Pablo Accinelli. Foto: Divulgação

Cae la tarde, individual de Pablo Accinelli na galeria Luisa Strina, São Paulo, até 28/01/2017

Em Cae la tarde, o artista argentino propõe a repetição como método de ocupar as formas e a espera como modo de produção de pensamento. As obras aqui não se mostram estáticas, nem totalmente acabadas, mas abertas à orquestração dos detalhes que nelas vão aparecendo e que acabam configurando uma paisagem zenital num momento intermédio do dia, nem muito tarde, nem muito cedo. Uma zona de deriva especificada no poema do argentino Ricardo Carreira, traduzido em ideogramas por um software que Accinelli desenvolveu em 2013, e em porcas hexagonais que citam o sistema usado em Stalker, de Tarkovsky, para identificar radioatividade no ar.

 

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