Enquanto a polícia acusa contradição em depoimentos, defesa de americanos diz que a contradição se dá entre delegacia e Justiça

O nadador norte-americano Ryan Lochte teria sido assaltado no Rio - Foto: Comitê Rio 2016

O nadador norte-americano  teria sido assaltado no Rio – Foto: Comitê Rio 2016

O despacho do juiz e os autos da delegacia no Rio de Janeiro são conflitantes e por isso os nadadores americanos impedidos de embarcar para os Estados Unidos na noite de quarta-feira (17) não vão depor. A informação foi dada pelo advogado de Gunnar Bentz e Jack Conger, membros da delegação americana de natação que teriam sofrido um assalto no Rio durante a Olimpíada.

Na noite de ontem, os dois foram retirados de um voo em direção à terra natal a fim de prestar depoimento, mas mantiveram-se em silêncio. “A delegacia diz que eles são testemunhas e o despacho do juiz diz outra coisa. Enquanto isso não for solucionado, eles não vão prestar depoimento”, afirmou o advogado Sérgio Riera ao jornal Bom Dia Rio.

Após quase 4 horas na delegacia, a dupla foi liberada no início da madrugada, por volta de 1h20, e se hospedou em um hotel próximo ao Galeão. Pouco antes, a Justiça mandou apreender o passaporte dos dois, para que prestassem depoimento.

Os dois participaram do suposto assalto em uma festa, mas não haviam prestado depoimento, ao contrário dos nadadores James Feigen e Ryan Lochte. O último deixou o Brasil na última segunda-feira (15).

Quando Locthe e Feigen prestaram depoimento, houve contradições, diz a polícia. Foi quando a Delegacia de Atendimento ao Turista decidiu investigar a versão dos americanos. Enquanto Lochte voltou para a terra natal, Feigen permaneceu no Brasil e está intimado para prestar novo depoimento.

Monitorado pela polícia, ele foi descoberto fazendo uma reserva de passagem online, ocasião em que os policiais descobriram que os outros dois nadadores, que configurariam testemunhas, também estavam embarcando.

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