Jornalista e curadora repercute a perda do fotógrafo, morto em acidente durante trabalhos em um estúdio

O fotógrafo paulistano Marco de Bari. Foto: Reprodução / Facebook

O fotógrafo paulistano Marco de Bari. Foto: Reprodução / Facebook

Dor, surpresa, indignação. São estas as palavras que mais aparecem nas redes sociais que, na manhã desta sexta-feira (8), repercutiram a morte do fotógrafo Marco de Bari, de 53 anos.

Morte estúpida, como são todas as mortes prematuras, mas mais estúpida ainda se pensarmos que ele estava  dentro de um estúdio, fazendo o que mais gostava de fazer , uma série de fotos para a revista Quatro Rodas, da Editora Abril. Um consolo, se assim podemos chamá-lo, é que, ao ser atingido pela estrutura metálica que despencou do teto do estúdio, ele, provavelmente, estava atrás da câmera. 

Os carros e o automobilismo eram sua paixão. Ao longo de quase 23 anos colaborando com a publicação, ele foi autor de mais de 150 capas da Quatro Rodas.

“Gente fina”, ”brother”, “irmão”. É desta forma que os fotógrafos e amigos que tiveram a oportunidade de conviver com ele se referem ao falar de Marco, neste dia triste.

Sério, exigente, cheio de humor e generosidade em auxiliar os novatos, assim como  com seu assistente Daniel Guedes Fernandes Dionizio, de 25 anos, também ferido no acidente e para quem todos torcemos pela recuperação.

Além da técnica, ele também sabia da importância da linguagem na sua fotografia.
Suas imagens tinham sua assinatura. O olhar atento logo revelava que estávamos diante de uma foto feita por Marco de Bari.  Agora, vai poder ver e registrar o mundo de um outro ângulo. 

VEJA ABAIXO UMA GALERIA DE IMAGENS DE MARCO DE BARI
 

ENTENDA O CASO

Em nota, a Editora Abril detalhou o episódio e antecipou que o caso está sendo investigado.
Leia o comunicado na íntegra. 

“O Grupo Abril comunica com profundo pesar o falecimento de um de seus mais talentosos e queridos profissionais, o editor de fotografia de Quatro Rodas, Marco de Bari, ocorrido em São Paulo. Marco atuava há quase 23 anos na revista. Na manhã desta terça-feira, dia 5 de julho, ele e o assistente de fotografia Daniel Guedes Fernandes Dionizio trabalhavam numa sessão de fotos para a publicação na Casa Vaticano, estúdio localizado na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, quando uma estrutura metálica atingiu os dois profissionais. 
Eles foram socorridos imediatamente e conduzidos ao Hospital das Clínicas, mas Marco não resistiu e faleceu. Daniel sofreu graves ferimentos e segue internado. O Grupo Abril está prestando toda a assistência às famílias, em um momento de dor irreparável. Bari, como era carinhosamente chamado pelos amigos da Abril, tinha 53 anos e era natural de São Paulo. Começou a se dedicar à fotografia já aos 16 anos e tinha no automobilismo sua segunda paixão na vida profissional. É autor de mais de 150 capas de Quatro Rodas, numa trajetória iniciada em 1989. Entre seus trabalhos mais marcantes estão fotografias do tricampeão Ayrton Senna nos últimos anos de vida do piloto. Bari, considerado o melhor fotógrafo automotivo do país, viajou a trabalho por mais de 150 países e participou de diversas exposições, entre elas “Corpos Marcados” e “Fotografia em Revista. Bari deixa a esposa Juliana Linhares, também editora da Abril, a filha Nicolle, a mãe Rosa, e os irmãos Fernanda, José e Sérgio. Ele deixa também um legado com a sua obra e uma imensa saudade em todos os que tiveram o prazer de conviver com ele. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas. As informações sobre o velório serão divulgadas em breve.”

Link curto: http://brasileiros.com.br/ir2rZ
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