Pela recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, 200 manifestantes ocuparam o prédio com colchões, panelas, botijões de gás e alimentos. Todos os 21 andares do prédio estão ocupados, incluindo o 18° andar, onde fica o gabinete do presidente do Incra, Leonardo Góes Silva

Incra foi novamente ocupado por manifestantes - Foto: EBC (Arquivo)

Incra foi novamente ocupado por manifestantes – Foto: EBC (Arquivo)

Movimentos sociais ligados à luta pela reforma agrária e a centrais sindicais ocuparam nesta segunda-feira (11) a sede nacional do Incra (Instituto de Colonização e Reforma Agrária), em Brasília. Entre as principais reivindicações, pedem que o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) seja recriado. A pasta foi extinta e teve suas secretarias incorporadas ao Ministério da Agricultura na reforma ministerial promovida em maio pelo presidente interino, Michel Temer.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participam da ocupação, que conta com integrantes de pelo menos dez movimentos sociais, entre eles o Movimento de Luta pela Terra (MLT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento de Resistência Camponesa (MRC) e a Central de Trabalhadoras e Trabalhadores Brasileira (CTB).

Os manifestantes trouxeram colchões, panelas, botijões de gás e alimentos. De acordo com os líderes dos movimentos, todos os 21 andares do prédio estão ocupados, incluindo o 18° andar, onde fica o gabinete do presidente do Incra, Leonardo Góes Silva, nomeado há menos de um mês por Temer.

A coordenadora nacional do Movimento Social de Luta, Raquel Lima, disse que a ocupação do prédio poderá durar até um mês.

Os manifestantes foram recebidos por representantes da Ouvidoria Agrária Nacional por volta das 9h, mas exigem uma reunião com a diretoria do Incra. Eles pedem melhorias nas política públicas voltadas para os pequenos agricultores e que seja criada uma nova ouvidoria agrária, com mais independência em relação ao governo.

A assessoria do Incra informou que até o momento não se reuniu com os manifestantes e, portanto, ainda não se posicionou sobre as demandas do movimento.

*Com Agência Brasil

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  • Narciso L. Junior

    Devem ser aqueles empresários e políticos que tiveram desapropriações canceladas só faltaram os defuntos.