Mesmo diante de um Brasil desmoralizado com problemas e escândalos políticos e econômicos, é hora mais do que nunca de cultivar essa sábia paciência e olhar a longo tempo

A empresária Caroline Putnoki é francesa, mas vive no Brasil. Foto: Arquivo pessoal

A empresária Caroline Putnoki é francesa, mas vive no Brasil. Foto: Arquivo pessoal


“O espírito de aventura tomou conta de mim logo que deixei o Canadá, há mais de quatro anos, para acompanhar meu marido, que se transferia para o Brasil. Meu projeto de rebranding para a empresa de cruzeiros fluviais Amazon Santana – da qual sou sócia –, fundada por um amigo de Manaus, me reintegrou rapidamente ao mundo dos negócios. Na sequência, abri uma empresa de marketing atendendo a solicitações de amigos e contatos no exterior que desejavam comercializar seus produtos aqui. Naquele momento, o Brasil era considerado um Eldorado. O mundo inteiro queria investir aqui e exportar seus produtos para o País. Logo me dei conta do amor que os brasileiros têm pela França e os franceses, e até hoje me emociono no meu dia a dia de trabalho com o carinho com que fui e continuo sendo acolhida por esse povo incrível, gentil, tanto nas minhas relações pessoais como nas profissionais. Não digo que tenha sido fácil recomeçar uma carreira aqui – tive de moderar meus métodos de trabalho norte-americanos e redobrar a paciência. Mesmo diante de um Brasil desmoralizado com problemas e escândalos políticos e econômicos, é hora mais do que nunca de cultivar essa sábia paciência e olhar a longo tempo. Os brasileiros são muito resilientes e incríveis otimistas. Qualquer que seja a situação, confio que encontrarão a solução. ”
Caroline Putnoki é francesa, mas vive em São Paulo, SP

“Penso que nossa construção coletiva nacional se encontra em profunda avaliação de suas convicções e sinto que estamos preparando uma nova época de propostas para o futuro. Não vejo a unanimidade que havia 30 anos atrás, quando se desfazia a ditadura. Atualmente, os brasileiros estão tentando ver algo para além de certezas passadas, e isso é difícil, doloroso até. Encerramos uma etapa importante, pois incluímos na sociedade milhões de pessoas que não tinham sequer a noção do que era o Estado. Agora esses cidadãos também querem opinar sobre o País, afinal lhes foi dado o direito de participar. As opiniões de todos que assumiram essa posição não são, necessariamente, convergentes com a daqueles que atuaram por essa inclusão, e temos a sensação de que existe descompasso. O que existe, para mim, é a pura fervura de uma nova geração, novas ideias, novos sentimentos e devemos estar abertos para entender a mensagem.”
Ana Paula Torres Megiani, professora de História na USP, São Paulo, SP

“O progresso no século 21 tem se pautado pelo dinamismo e pela capacidade de integrar diferentes ideias de forma dinâmica e criativa. O Brasil evoluiu como nação multicultural que implementa a inovação com uma ética de trabalho implacável. Nosso mote é que não desistimos nunca, nosso lema é que sempre damos um jeitinho. É nesse contexto que acredito que o País está excepcionalmente adaptado para florescer e se tornar um grande participante no empreendedorismo mundial.”
Felipe Fernandes Lulia Jacob, estudante de Matemática, São Paulo, SP

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