Segundo Barros, não há milagres para 2015. “Vamos precisar de drivers clássicos, como infraestrutura, novo ciclo de inclusão social, educação? Ou a retomada de confiança será suficiente?”

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O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, traçou um cenário negativo, mas com tendência à melhora, no seminário Rumos da Economia – Desafios para o Crescimento, promovido pela revista Brasileiros. Na sua avaliação, o risco Brasil ainda é imensamente elevado em relação a Chile, Turquia e México, por exemplo. “A confiança, como dizia Larry Summers, é de graça. Nos últimos anos, houve um desprezo [do governo] pelo mercado, o que foi ruim.”

Mas, ponderou, o Brasil sempre se saiu bem em momentos de crise. Hoje, no entanto, tudo conspira contra. “Nossa expectativa é que o PIB caia 1,5% neste ano. Acho que podemos chegar a crescimento de 3% em 2018. A previsão média é de 1,3% neste segundo mandato da Dilma.”

Os pontos positivos são: o País tem um dos menores crescimentos demográficos do mundo, de 0,8. Os casais têm menos filhos, com taxa de 1,7. “Nossa População Economicamente Ativa não cresce. É um momento difícil. Teremos 3,5 milhões de desempregados a mais até 2016. O PIB per capita cairá abaixo de US$ 10 mil neste ano.”

Segundo Barros, não há milagres para 2015. “Vamos precisar de drivers clássicos, como infraestrutura, novo ciclo de inclusão social, educação? Ou a retomada de confiança será suficiente?”

O Brasil lutou com excesso de armas contra a queda das commodities, mas perdeu a batalha. Estamos também em um nível pré-globalização no comércio internacional. O setor industrial continua com hemorragia: vai cair 4% neste ano. Investimento cai 8% e os domésticos anunciados , há três anos, estão em queda.

Ele lembrou ainda que todos os países do mundo estão com dificuldade de agenda.

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